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23 de Outubro de 2017
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    A IMPORTÂNCIA DO VICE

    Nova Criminologia
    Publicado por Nova Criminologia
    há 7 anos

    Há situações que, por não serem de pleno conhecimento, eram desconsideradas ou, até mesmo, desqualificadas. É o caso de alguns órgãos humanos, denominados vestigiais (sem função), sendo o apêndice um dos mais conhecidos, e o de alguns cargos públicos, considerados desnecessários, com realce para os de vice.

    Duas constatações: na medicina, pesquisadores descobriram que órgãos vestigiais não são, como se supunha, simples resíduos da evolução humana. Significa dizer que têm funções importantes, aos poucos identificadas, como é o citado apêndice em relação aos fetos e jovens adultos; na política, escusada a facilidade de o brasileiro fazer piadas com coisas sérias, candidatos vêem como fundamental terem, a seu lado, como vices, pessoas capazes de se mostrarem protagonistas, quando situações peculiares assim o exigirem. O vice deixou de ser visto como uma simples peça decorativa, mero desencargo de exigência eleitoral, sendo notória sua importância na composição de chapas e fortalecimento de alianças e, quando governo, terá encargos relevantes.

    Políticos devem ter chegado a essa conclusão, absorvendo a essência de premissas em certas atividades: na tática militar a tropa não atua sem reserva, no esporte para um torneio, um time; para um campeonato, um elenco, na economia para aplicação, diversificação, na educação não se trabalha só com a educação formal.

    Veja-se o caso de eleições próximas. O brasileiro está tendo consciência de que, no caso da chefia do poder executivo, o primeiro na linha de sucessão é o vice, que deve ser tão bom quanto, pois, assume em caso de impedimento de qualquer natureza.

    Nos idos de 1986, Minas Gerais criou o Conselho Estadual de Defesa Social, a ser presidido pelo vice-governador, competindo-lhe estudar, propor e acompanhar o desenvolvimento de iniciativas voltadas para a defesa da sociedade, ou seja, para o conjunto de atividades de restrição de vulnerabilidades e de mitigação de ameaças. O fim é a tranqüilidade social, isto é, um estágio de vida em que prevalecem a harmonia e a paz sociais.

    Dentre as ameaças à preservação e à perpetuação da espécie humana e à boa ordem no ambiente social, as que mais preocupam a população, devendo ser motivo de ocupação do vice-governador, serão a exclusão social, a criminalidade e as catástrofes.

    A defesa social, às vezes tratada restritivamente como segurança pública, reunirá, nesse conselho, entidades públicas e privadas, surgindo propostas de atitudes proativas e de diretrizes para ações preventivas, na contenção das ameaças.

    Conhecida a importância do cargo de vice-governador, o candidato deve ter sensibilidade para entender e coordenar iniciativas em questões sociais, entusiasmo para fazer funcionar o Conselho Estadual de Defesa Social e competência para que ações repercutam, efetivamente, na melhoria da qualidade de vida. Deve ter, sobretudo, conhecimento e credibilidade que o credenciem a substituir plenamente o titular.

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